Galli apresenta projeto que prevê 2 anos de prisão para quem praticar "cristofobia"

Deputado federal Victório Galli diz que os cristãos precisam se defender de forma legal

O deputado federal Victório Galli (PSC) apresentou Projeto de Lei 8150/2017 que prevê prisão de seis meses a dois anos para quem discriminar ou praticar qualquer ato de preconceito à crença religiosa no país. A mensagem foi apresentada na última quarta (2), na Câmara Federal.

Para justificar a medida, Galli explica que nos últimos anos os ataques aos cristãos, principalmente aos evangélicos, se tornaram comum no país. “Quem não lembra do episódio que por meio da Petrobras, a Caixa Econômica e a Prefeitura de São Paulo, o governo do PT patrocinou a 2ª parada LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), que trouxe um transexual seminu, no papel de Jesus Cristo na cruz. Achando natural e normal ironizar Jesus Cristo nas ruas com dinheiro público”, explica o parlamentar por meio do projeto.

O deputado lembra quando um casal de “gayzistas” praticou discriminação e preconceito contra o colega Marco Feliciano (PSC-SP) num determinado voo. “Tudo isso que está ocorrendo é uma campanha de desumanização e desmoralização orquestrada pelos comunistas e a esquerda brasileira contra uma instituição divina digna de toda honra e respeito”, dispara.

Para Galli, é preciso que os cristãos percebam a gravidade da situação. Segundo ele, os adversários cristãos, sejam neo-ateus, gayzista e demais esquerdistas não estão brincando. “Ou os cristãos começam a reagir de forma legal (o que não significa agir com violência física, muito pelo contrário), ou então serão achincalhados quando reclamarem de serem vítimas por não ter uma lei para frear as agressões praticadas nesses atos principalmente nas paradas gays”, sustenta.

O parlamentar é conhecido por projetos polêmicos, principalmente, entre o movimento LGBT. Em maio do ano passado, o deputado e outros 27 integrantes da bancada evangélica assinaram projeto de decreto legislativo, com o objetivo de impedir o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero de travestis e transexuais na administração pública federal.

Via:  RD