Pastor cobra transparência na contratação de André Valadão

Evangélicos não participarão do show do cantor no dia da Marcha para Jesus

O pastor Irineu José da Cruz Alves, presidente da Associação dos Ministros Evangélicos de Paranaguá-AMEP, cobrou da tribuna da Câmara Municipal nesta quinta-feira (6) mais transparência na contratação do show do cantor André Valadão, previsto para o mesmo dia da tradicional Marcha para Jesus.

Ele também anunciou que a diretoria da entidade não aprovou a vinculação do show do artista para o dia do evento e que este ano a AMEP não participará do show do cantor e sequer dividirá o mesmo espaço com André Valadão no dia 29 de julho.

“A igreja está aqui para servir a cidade, e não o contrário. Por isso optamos por não receber qualquer ajuda da Prefeitura na execução das marchas, que são custeadas há anos pelos próprios fiéis de nossas congregações”, salientou o pastor Irineu. Ele discursou por indicação dos vereadores Adriano Ramos e Jaime da Saúde.

Irineu esclareceu que a decisão, primeiramente, é por orientação de Deus, e também “pela falta de transparência por parte dos contratantes e de alguns fiscais desta Casa (referindo-se aos vereadores), quando se negam a elucidar à população o tipo de parceria adotada entre Executivo e iniciativa privada, o que culminou na realização desse evento”.

MUDANÇA DE ITINERÁRIO

De acordo com o presidente da AMEP, a Associação poderá, inclusive, alterar o itinerário costumeiro da marcha, fazendo valer o direito constitucional de livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos cultos e a suas liturgias.

O pastor Irineu Cruz esclareceu que a AMEP não faz qualquer tipo de oposição a governos ou partidos políticos e que apenas firma sua posição aos princípios, baseados na palavra de Deus.

REPÚDIO

Ao finalizar, o pastor Irineu Cruz salientou que a entidade faz parte do movimento Paraná sem corrupção apoiando a transparência e a fiscalização dos órgãos competentes e que repudiava os líderes da Câmara Municipal, “que se denominam às vezes evangélicos, mas que em momentos como esse abrem mão da transparência e da fiscalização necessária para satisfazer a necessidade de informação da população”.

Via: Agora Litoral